ENPEC em versos ????
ENPEC se sente, se vive e se leva!ENPEC é gente
É gente da gente
Das gentes que buscam
A belezura do aprenderENPEC é gente
Que cria com a razão, com as ideias e a emoção
ENPEC se sente
Física, química e biologicamenteENPEC em Natal é quente
Aquece o corpo, no calor do lugar
Aquece a alma, nos encontros mais belos
Aquece o coração, nas lembranças construídasENPEC em Natal é pura animação
Pulsa nas quadrilhas do São João e na cultura popular
Acende as fogueiras de ensinar e aprender ciências
De novas e velhas maneirasE nesse ENPEC se falou de que?
Se falou de ciência
Se discutiu o aprender e o ensinar
E se tocou a singeleza do humano
No ato diário e singular de balburdiarPensamos ciência
Fizemos ciência
Nos encontros
Nas diferençasE se falou de justiça?
Sim! E como não?!?
Em tempos sombrios
Somos luz na escuridãoAs mãos que se juntam
num ato de rebeldia
protegem e plantam
a semente de uma nova geração
que faz da revolução
a marca de uma nova naçãoE teve voz e teve vozes (ahh!, se teve!)
Se deu voz a quem nem sempre a teve
E a quem muito se deve!Na alvorada de um novo tempo
Nascido das resistências diárias
A sociedade democrática
Idealizada
Sonhada
Buscada
Tal qual semente plantada
Por nós seguirá sendo cuidada
Na luta cotidiana
Em todos os lugares por onde suas raízes se espalhamDe São Paulo nos vem Freire
De Natal a Pernambuco
Painho e Mainha que nos inspiram a educar em ciências o ser humano inconclusoENPEC em Natal inaugurou
Um novo tempo
Novo lugar
Em que o ser humano inconcluso tem a chance de ser singularE a sanfona que tudo começou
Agora vai descansar
Sabendo que seu som já ecoou
No fazer daqueles que querem e sabem ensinarE o ENPEC acaba
Com gosto de quero mais
Sabendo que mesmo na distância
Os ideias que nos unem vão sempre nos guiarE assim nos despedimos:
Banhados com as lágrimas de São Pedro
(que também são da preta e do preto, do matuto e da sinhá, dos pobres e esquecidos)
De alma lavada
Com a semente da Educação em Ciências regada
na esperança de que germinará e crescerão
raízes e frutos de um futuro mais justoDe Natal partimos
Com a saudade que aperta o peito
Levando sorrisos e sotaques de todos os jeitos
Conhecimentos e saberes refeitos
Na plenitude do coletivo inconcluso que nos tornamos

